Troca de bilhetes magnéticos do Metrô começa em novembro

A troca de bilhetes magnéticos do Metrô de São Paulo por QR Codes começa em 1º de novembro de 2026. Segundo o Metrô, o modelo Edmonson será aceito nas catracas até 31 de outubro.

O bilhete Edmonson faz parte da rotina dos passageiros desde o início da operação comercial do Metrô, em 1974. De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, o fim do modelo integra a modernização dos meios de acesso ao sistema.

Passageiros com bilhetes não utilizados poderão solicitar a substituição nas estações Paraíso e Tatuapé. O atendimento está previsto entre 1º de novembro de 2026 e 31 de janeiro de 2027.

troca de bilhetes magnéticos do Metrô

A mudança ocorre em um sistema que já oferece opções de pagamento digitais, eletrônicas e por aproximação, segundo o Metrô. A trajetória do bilhete também reflete a escala de seu uso: foram produzidos mais de 13,7 bilhões de exemplares ao longo da história.

Critérios e locais para trocar os bilhetes Edmonson

A troca de bilhetes magnéticos do Metrô será feita nos guichês em operação das estações Paraíso e Tatuapé, das 6h às 22h. Paraíso atende as linhas 1-Azul e 2-Verde, enquanto Tatuapé fica na Linha 3-Vermelha.

O procedimento é exclusivo para bilhetes Edmonson do Metrô de São Paulo do tipo G-01 Unitário. Segundo o Metrô, os bilhetes precisam estar válidos, em boas condições e sem sinais de uso ou danos que prejudiquem sua integridade.

Picotes, barras danificadas, rasgos e outras marcas de inutilização impedem que o bilhete seja aceito para substituição. A condição do papel e dos elementos de leitura, portanto, será verificada no atendimento.



Quem apresentar até 10 bilhetes poderá fazer a troca no momento da solicitação. Acima desse limite, os bilhetes passarão por análise e validação; nesse caso, será necessário apresentar documento oficial de identificação e fornecer telefone ou e-mail para contato, e o passageiro receberá a data de retirada dos QR Codes.

Alternativas de pagamento e história do bilhete magnético

Com o fim do bilhete magnético, o Metrô mantém opções como Bilhete Único, cartão TOP e bilhete unitário com QR Code, disponível em formato impresso ou digital. A referência do Governo do Estado de São Paulo também cita pagamentos por aproximação como alternativa de acesso.

Os QR Codes podem ser comprados nas bilheterias, em máquinas de autoatendimento, pelo aplicativo TOP ou pelo WhatsApp, no número (11) 3777-9456. As máquinas aceitam Pix e cartão de débito, enquanto as catracas permitem pagar por aproximação com cartões físicos ou virtuais Visa, Mastercard e Elo, além de celulares, relógios inteligentes e outros dispositivos compatíveis com carteiras digitais.

O padrão Edmonson recebeu o nome de Thomas Edmondson, inglês que criou no século XIX bilhetes ferroviários de papel numerados. Segundo o Metrô, o cartão de 6,5 por 3 centímetros foi adotado desde 1974 e, com o passar das décadas, também passou a ser procurado por colecionadores; mais de 30 edições especiais foram lançadas.

A fabricação e a leitura dos bilhetes passaram por diferentes etapas: os primeiros cartões magnéticos e equipamentos vieram da França. Depois da nacionalização do sistema, a produção foi transferida para a Casa da Moeda e, posteriormente, para fornecedores na Argentina.



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