Bilhete magnético do Metrô de SP deixa de ser aceito

O bilhete magnético do Metrô de SP deixa de ser aceito nas catracas a partir de 1º de novembro de 2026. O modelo foi usado desde o início da operação comercial do sistema.

Conhecido como Edmondson, o bilhete de papel-cartão com tarja magnética acompanha o Metrô de São Paulo desde 1974. A tecnologia tem origem em um sistema de passagens ferroviárias criado na Inglaterra no século XIX.

A mudança afeta passageiros que ainda têm bilhetes para uso nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Segundo o Metrô, a troca pelo novo formato poderá ser solicitada nas estações Paraíso e Tatuapé.

O encerramento do modelo faz parte da transição para formas digitais, eletrônicas e por aproximação. A mudança também marca o fim de um meio de acesso usado por gerações de passageiros em São Paulo.

Fim da aceitação e troca dos bilhetes por QR Codes

A troca poderá ser feita entre 1º de novembro de 2026 e 31 de janeiro de 2027, nas bilheterias indicadas pelo Metrô, das 6h às 22h. Para serem aceitos no procedimento, os bilhetes devem estar válidos e em boas condições de conservação.

Segundo o Metrô, há uma estimativa de 1 milhão de bilhetes magnéticos ainda em posse de passageiros. O número dimensiona a quantidade de unidades que poderão ser apresentadas para conversão em QR Codes dentro do prazo estabelecido.

Quem levar até 10 bilhetes poderá fazer a troca no momento da solicitação. Para quantidades superiores, os bilhetes serão entregues para análise e validação; o passageiro deverá apresentar documento de identificação e fornecer e-mail ou telefone para receber informações sobre a retirada dos QR Codes.



Novas formas de pagamento e motivos para o encerramento

Com o fim do bilhete de papel-cartão, as opções de pagamento incluem Bilhete Único, cartão TOP e bilhetes unitários com QR Code, em formato impresso ou digital. Essas alternativas passam a compor os meios disponíveis para acessar o sistema.

Também é possível pagar diretamente nas catracas com cartões físicos ou virtuais de crédito e débito das bandeiras Elo, Mastercard e Visa. O pagamento por aproximação amplia as modalidades eletrônicas citadas pelo Metrô para substituir o bilhete magnético.

Segundo o Metrô, a dificuldade de manutenção dos equipamentos de leitura está entre os motivos para encerrar o modelo. A fabricação especializada dos bilhetes e as etapas de transporte, armazenamento seguro, distribuição e reposição também exigem uma estrutura logística, além de custos de controle de estoque e recolhimento.

A história do bilhete magnético no Metrô de São Paulo

O nome Edmondson remete a Thomas Edmondson, chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra. A partir de 1839, ele desenvolveu um padrão de emissão de passagens ferroviárias que substituiu bilhetes manuscritos por cartões impressos e numerados.

Os bilhetes eram validados no momento da venda, o que permitia controlar a operação e as receitas das ferrovias. O método foi adotado por empresas ferroviárias de diferentes países antes de chegar ao sistema paulistano.

Quando o Metrô de São Paulo começou a operar comercialmente, em 1974, o papel-cartão com tarja magnética era considerado uma tecnologia moderna. Ao longo das décadas, o bilhete também se tornou parte da memória de passageiros e se juntou a objetos de outros períodos, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos das plataformas.



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