O bilhete magnético do Metrô de SP deixou de ser aceito nas catracas em 1º de novembro de 2026. Segundo o Metrô, os passageiros que ainda têm o modelo podem trocá-lo por QR Codes até 31 de janeiro de 2027.
Conhecido como Edmonson, o bilhete de papel-cartão com tarja magnética é usado no sistema desde o início da operação comercial, em 1974. O nome remete ao sistema de passagens ferroviárias desenvolvido por Thomas Edmondson na Inglaterra a partir de 1839.
A mudança afeta quem ainda possui bilhetes para usar nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. O Metrô estima que cerca de 1 milhão de unidades ainda estejam nas mãos dos passageiros.
O encerramento marca a substituição de um meio de acesso usado por mais de cinco décadas. A medida também se relaciona à adoção de pagamentos digitais, eletrônicos e por aproximação, além de dificuldades de manutenção e logística apontadas pelo Metrô.
Como usar ou trocar os bilhetes magnéticos
Quem ainda tem o bilhete magnético do Metrô de SP pode solicitar a conversão por QR Code nas bilheterias das estações Paraíso, que atende às linhas 1-Azul e 2-Verde, e Tatuapé, na linha 3-Vermelha. O atendimento para a troca funciona das 6h às 22h.
Para que o pedido seja aceito, os bilhetes precisam estar válidos e em boas condições de conservação. Passageiros com até 10 unidades recebem os QR Codes no momento da solicitação.
Já quem apresentar mais de 10 bilhetes deve entregá-los para análise e validação. Nesse caso, é necessário mostrar um documento de identificação e informar um e-mail ou telefone para contato; depois da averiguação, o passageiro será avisado sobre a data de retirada dos códigos.
Com a substituição do modelo magnético, as opções de pagamento incluem Bilhete Único, cartão TOP e bilhetes unitários com QR Code, impressos ou digitais. Também é possível pagar diretamente nas catracas com cartões físicos ou virtuais de crédito e débito das bandeiras Elo, Mastercard e Visa.
Motivos do fim e história do bilhete Edmonson
O Metrô aponta dificuldades de manutenção dos equipamentos de leitura como uma das razões para encerrar o uso dos bilhetes magnéticos. A produção e a distribuição também exigem etapas de fabricação especializada, transporte, armazenamento seguro, envio às estações e reposição dos estoques.
Há ainda custos de logística, armazenamento, transporte e controle de estoque, além das despesas com recolhimento e manutenção dos leitores. Segundo o Metrô, a mudança acompanha a adoção de formas digitais, eletrônicas e por aproximação para pagar a passagem.
O sistema associado ao nome Edmonson foi desenvolvido pelo inglês Thomas Edmondson, chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway. A partir de 1839, ele criou um padrão de passagens ferroviárias com cartões previamente impressos e numerados, que substituíram bilhetes manuscritos.
Os cartões eram validados na venda, o que permitia controlar a operação e as receitas das ferrovias, e o método foi adotado por empresas de diferentes países. Em São Paulo, o bilhete também se tornou parte da memória de gerações de passageiros e é associado a objetos de outras épocas, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos das plataformas.


