Aves no Tatuapé recebem café da manhã de moradora

Aves no Tatuapé fazem parte da rotina de Cecília, que prepara comida para os visitantes antes de tomar o próprio café da manhã. Segundo a reportagem, dezenas de pássaros livres chegam diariamente à casa da moradora, na Zona Leste de São Paulo.

O hábito começou com algumas pombinhas que apareciam perto da residência. Depois de oferecer sementes, Cecília recebeu a visita de um periquito, que voltou acompanhado de outras aves.

Entre as espécies citadas estão maracanãs, periquitões, maritacas, sabiás e rolinhas. A reportagem foi publicada em 6 de novembro de 2026 e situa a história no bairro do Tatuapé.

aves no Tatuapé

Cecília relata que o compromisso diário de cuidar dos animais a ajudou a recuperar a disposição durante um período difícil. A reportagem também aborda a convivência respeitosa com as aves e a presença de psitacídeos em áreas urbanas.

A rotina de alimentação e as espécies que visitam a casa

Na casa de Cecília, o cardápio inclui mamão, maçã, banana, uva e sementes de girassol, além de água fresca. Segundo a reportagem, ela organiza as frutas em uma tábua instalada na parte superior da residência.

Por volta das 7h30, a moradora recolhe as sobras da primeira refeição e limpa o espaço. Perto das 8h, prepara uma segunda área de alimentação na parte de baixo da casa.



Esse espaço tem tijolos vazados e pedaços de madeira, arranjados para que aves menores comam sem disputar lugar com as maiores. De acordo com a reportagem, maritacas, sabiás e rolinhas encontram ali mais tranquilidade para se alimentar.

Alguns visitantes já aceitam comida diretamente da mão de Cecília. Ela afirma que não os pega no colo e atribui essa convivência à paciência, ao amor e ao respeito pelos animais.

A companhia das aves e a presença de psitacídeos na cidade

Cecília reconhece alguns visitantes frequentes e deu nomes a eles: um é Pouca Pena; outro, chamado Bentinho, tem parte do bico danificada. A reportagem relata que a moradora acompanha essas características dos pássaros que retornam à casa.

Ela contou que começou a receber as aves em um período difícil, há cerca de três a quatro anos. Em declaração à reportagem, a moradora disse que a obrigação de se levantar diariamente para cuidar dos animais “foi me trazendo vida”.

Maracanãs, periquitos e maritacas pertencem à família dos psitacídeos, que, segundo a reportagem, tem aparecido com frequência crescente na capital paulista. Essas aves têm bicos fortes e curvos, adaptados para quebrar sementes e frutos.

A perda de áreas naturais no interior do estado é apontada na reportagem como um dos fatores que levam esses animais a procurar alimento e abrigo em áreas urbanas. Na casa de Cecília, eles encontram comida e água, e a moradora diz ser grata pela companhia das aves, que considera “um presente” em sua vida.



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